Edição nº 761 de 23 de Novembro de 2017

CCAM do Vale do Dão e Alto Vouga apresentou um resultado positivo de 551 mil euros em 2016


2017-05-01

O Crédito Agrícola do Vale do Dão e Alto Vouga apresentou em conferência de imprensa os resultados de 2016 e que se cifraram num resultado positivo de 551 mil euros dando assim continuidade aos resultados de anos anteriores, igualmente positivos.

Vítor Gomes, administrador executivo e presidente da instituição, acompanhado por João Coelho, o outro administrador executivo, a este propósito deixou bem claro que a Caixa ao longo do ano de 2016 teve “uma evolução bastante positiva, considerando a envolvente macroeconómica que se traduziu numa situação financeira sólida, liquidez alargada, bons indicadores de risco e capacidade de gerar resultados, alicerçada na sua implementação de banco local consolidado.”

O Crédito Agrícola tem um estatuto de banco cooperativo local, inserido num Grupo Nacional (Grupo Credito Agrícola), com uma composição de capital exclusivamente português, o que lhe confere “a autonomia suficiente e a particularidade para ser cada vez mais um banco de proximidade, vocacionado para o apoio e desenvolvimento da sua região e dos mercados locais”, explicou Vítor Gomes.

“Num contexto de quebra generalizada das margens na atividade do setor bancário em Portugal, que tem sido induzida pelo esmagamento substancial da margem financeira, foi e continuará a ser importante, termos um programa de ação assente na concentração de esforços de comercialização em segmentos promissores e em produtos e serviços geradores de margem complementar que contribuam para colmatar a fraca procura de crédito, (p. ex. seguros, fundos de investimento, fundos de pensões para empresas, meios eletrónicos de pagamento, serviços transacionais de cobranças e transferências), algo em que assentou uma parte significativa da nossa margem no ano findo e que foi geradora de contrapartidas financeiras bastante interessantes”, referiu o administrador executivo, para de seguida apresentar os principais indicadores da atividade em 2016 que se traduziram nos seguintes valores:

“Os ativos totais sob gestão em 31 dezembro 2016 eram de 161,6 milhões de euros representando o ativo líquido 156,8 M€, aumentou 8 M€ (5,61%) em relação ao homólogo.

Os capitais próprios de 18,6 milhões de euros tiveram um crescimento líquido de 1,0 M€ (1 milhão de euros) relativamente ao ano anterior.

Para este crescimento contribuiu a entrada de novos associados (197), a atualização de capital por parte de alguns sócios mais antigos, assim como parte dos resultados do exercício.

No que concerne à atividade comercial de captação total de recursos, no final do exercício económico de 2016 verificava-se um crescimento de 6,2 M€, o que também veio a ter reflexos na nossa rendibilidade, tendo como lado positivo o aumento da liquidez.

A carteira de crédito concedido em termos de saldo global teve um crescimento líquido de 1,5 M€ em relação ao homólogo, encerrando o ano com 54,2 M€. Este fraco crescimento espelha essencialmente a falta de procura de “bom crédito” por parte dos investidores na nossa região.”

E depois de uma informação exaustiva sobre os mais diversos indicadores de gestão de 2016, Vítor Gomes concluiu dizendo que “apesar do ano difícil foi possível através de uma gestão sã e prudente apresentar os resultados líquidos de impostos 551 m€.”

Para além dos indicadores, Vítor Gomes falou ainda da atividade seguradora, das parcerias com os alunos e com as escolas de região, dos apoios aos agricultores a nível de candidaturas e subsídios e das parcerias com diversos eventos de âmbito regional de natureza económica, cultural, desportiva e empreendedorismo e da promoção dos produtos endógenos da região, com destaque para o território de abrangência da Caixa Agrícola do Vale do Dão e do Alto Vouga, que engloba os concelhos de Mangualde, Penalva do Castelo, Sátão e Vila Nova de Paiva.


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